Angustias da vida Um mal inevitável

Quantas vezes nos sentimos tão sozinhos; abandonados em meio à angustias da vida. A mercê das inúmeras circunstâncias dessa vida. São milhares de problemas que assolam o homem. Distúrbios emocionais e psicológicos que nos fazem separar da multidão, afim de simplesmente ficarmos sós, sem os barulhos dos carros nas ruas, sem as gritarias, sem os debates, longe de tudo que tira a paz.

É especialmente nas angustias da vida que se da maior valor a paz, a paz se torna a maior riqueza, se torna sua única busca, tudo ao seu redor perde o valor, as materialidades morrem junto com seu estado de tristeza, e as coisas reais da vida, no que se trata do interior do homem, cria cores e ressalta sobre um mundo totalmente ilusório.

Percebemo-nos então que a vida exterior é uma grande mentira, e que as riquezas não estão afora, mas sim adentro de nós.

Todos os seres humanos sem exceção passaram ou passarão por alguma adversidade (angustias da vida) que conceberá uma grande inquietude e tormento ao seu coração, de modo que estamos sujeitos aos processos da vida, no âmbito físico e psíquico.

Elias fala sobre as angustias da vida vividas em seu ministério.

O profeta Elias não ficou de fora dos processos desta natureza, como descreve 1 Reis 19. Elias, após uma demonstração magnífica do poder de Deus através de sua vida, foi ameaçado de morte por Jezabel. O Grande profeta Elias como é reconhecido até os dias atuais se lamentou. “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Reis 19:4).

Jeremias é quem o diga, pois o profeta reservou algumas paginas de suas escritas para descarregar “as” angustias da vida e dor. Chamando-as de suas lamentações. Ele explicitou suas dores e difusões emocionais diante de um estado calamitoso que seu povo vivera, a saber, a destruição da cidade de Jerusalém por Nabucodonosor, rei de Babilônia, por volta de 589 a.C.
Poderíamos incluir muitos outros personagens, mas acredito que até aqui já entendemos que a Angustias da vida é algo inevitável.

Angustias da vida habita em mim, mas eu não habito nela!

A angústia geralmente esta associado a um acontecimento extrínseco. Que se apodera do meu ser interior e geram os problemas emocionais. É o poder do exterior contra o poder interior. Ela esta associado a outros malefícios que andam em grupos, como ansiedade, depressão e outros que estão ligados à psique.

Jesus não nos poupou dos problemas da vida, mas disse: “No mundo tereis aflições, mas não se esqueçam, eu venci o mundo”. Nele, em que existem as diferenças entre “ter” e “ser”, também proclamou em suas bem-aventuranças: “Bem aventurado os pobres de espírito por que deles é o reino do céu; Bem aventurados os que choram, pois eles serão consolados”. E finaliza dizendo: Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Jesus não aconselha aos que passam pelas angustias da vida.

Ora, Jesus diz ao que chora para que se alegre. aos pobres de espírito exultai. Ele não pregou a utopia terrestre, mas anunciou um estado transcendente. Uma reversão do estado de angustia. A proposta de Jesus é que a certeza da vida eterna ressalte sobre estado de angustia.

É o poder do interior sobre o exterior. É a ordem das coisas reversas. Dessa forma a angustia habita em mim. Pois eu habito em um corpo esmagado pelo tempo/espaço, uma carcaça de carne transitória, totalmente limitada às emoções, aos juízos e as leis dessa vida que nos impede de enxergarmos que a vida é o que habita dentro de mim. Pois o que habita dentro de mim é eterno (espírito), mas o que fora habita é passageiro (corpo).

Para quem crê na transcendência dessa vida, a angústia é somente um habitante exterior, Ela pode chegar sim. Mas não tem o poder de habitar em mim, pois em mim, no meu espírito habita a certeza que nessa vida corpórea tudo passa, mas o meu espírito permanece. Ele vive e é ele que rege as regras.

“Pois, enquanto estamos Angustias da vida fotonesta casa, gememos e nos angustiamos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5:4).

Em Jesus, que trata o que está fora como morte, e o que esta dentro como vida!

Teol. Davi Araujo

 

 

 

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